
Artigo de Miguel Boim sobre a "industrialização" da massagem (4 de Dezembro de 2007)
(parte integrante do conjunto de artigos sobre
massagem, da MM-Massagem®)
Os tempos actuais são de mudança ou transição. Após anos críticos em que
esta actividade era frequentemente conotada com outras menos lícitas (e
recordo: “Lícito – aquilo que é permitido por lei”) lenta e
agradávelmente se começam a notar pequenas mas importantes mudanças na
atitudes das pessoas face à massagem.
Desde os que se decidem a experimentar pela primeira vez, passando por
aqueles que de tão agradados terem ficado decidem incluir na sua rotina
semanal uma ou duas horas deste revigoramento físico e emocional, até às
empresas que finalmente começam a enxergar que com um pequeno mimo para
os seus trabalhadores no próprio local de trabalho (e a preços
considerávelmente bastante acessíveis) aumentam de sobremaneira a
produtividade ao mesmo tempo que “ganham pontos” na relação
trabalhador/entidade patronal, os números em que tudo isto se traduz são
demonstrativos da mudança que actualmente acontece.
Mas como em muitas actividades, começa a observar-se o início de algo
que poderemos considerar como a “industrialização” da actividade das
massagens. Surgem mil e um estilos de massagem, um número super elevado
de massagistas que admirávelmente (ou não) são considerados aptos a
executar um número quase indefinido de estilos, com contrastes tão vivos
como a filosofia e ritmo de vida orientais e ocidentais, cobram-se
valores incrívelmente absurdos para o poder económico que os portugueses
têm, impedindo assim que muitos possam beneficiar desta actividade,
enfim, vive-se em uma era de “industrialização” desta actividade, que
era inevitávelmente incontornável num caminho de evolução que se iniciou
e toma passadas largas.
Cabe então assim a cada um de nós, tal como acontece em tantas outras
coisas na vida, ter o discernimento e a lucidez para saber formular um
correcto juízo das experiências, nunca discriminando um estilo, um
profissional, uma categoria, mas sim tirando as devidas ilações do bom,
do menos bom, ou até mesmo da diferença daquilo que se esperava e que
não foi correspondido. Cada qual é cada qual, e tal como cada pessoa tem
a sua estrutura física e emocional únicas, também a percepção e a
sensibilidade não são as mesmas para todos os profissionais da massagem,
mesmo estando o conhecimento ao alcance de todos, mas como previamente
disse, esta é uma área em que tendo apenas apenas o conhecimento técnico
não é o bastante para que um cliente se sinta plenamente satisfeito.
Por isso, não se fique apenas por uma experiência: existem muitos e bons
profissionais com um pouco de bem-estar guardado só para si.
comentar
este artigo com Miguel Boim (via e-mail)
ir para lista de artigos sobre massagem da MM-Massagem®
ir para referências da MM-Massagem® na imprensa