A osteopatia é um método para equilibrar o sistema Músculo-Esquelético
com o fim de normalizar a função de todo o corpo humano.
Há fortes indícios do uso dos procedimentos da medicina manual na
Tailândia Antiga, como mostram esculturas de pelo menos 4000 anos. O uso
das mãos no tratamento de traumatismos e doenças foi praticado pelos
Egípcios antigos. Sabe-se que até mesmo Hipócrates, Pai da Medicina
moderna, usou procedimentos da medicina manual, particularmente técnicas
de tracção e de alavanca, no tratamento da coluna verebral.
Osteopatia é uma ciência e filosofia criada nos Estados Unidos, no fim
do século XIX, pelo Dr.Andrew Taylor Still, nascido em 1828 no Estado da
Virginia, e que visa a globalidade, baseada na harmonia, no equilíbrio e
na normal mobilidade da arquitectura osteomuscular.
O principal foco da Osteopatia é restaurar a função músculo-esquelética
para que haja uma melhor qualidade de vida do ser humano. A Osteopatia
fundamenta-se na disfunção somática que é o elemento de base sobre o
qual se apoia o diagnóstico e o tratamento osteopático. O tratamento
osteopático visa repor o normal funcionamento da arquitectura
osteomuscular, recorrendo para o efeito a técnicas específicas de
manipulação e aconselhamento individualizado quanto aos cuidados
posturais a ter e à alimentação.
Assim, a osteopatia é baseada na escuta do outro, mas principalmente, é
baseada nos sinais que transmitem as mãos através da palpação. Através
delas encontramos as causas de todos os desequilíbrios despertando,
assim, uma nova e mais profunda consciência do corpo e, ao mesmo tempo,
do paciente.
Há que não esquecer, no entanto, que um dos aspectos mais importantes a
considerar é a detecção, através do método da palpação, da origem da
lesão primária. Como é do conhecimento comum, as lesões geram adaptações
e/ou compensações que se não forem diagnosticadas e, por consequência,
travadas, despertaram dor e desconforto.
Outro aspecto a ter em conta é a seguinte máxima: as manipulações
vertebrais nunca constituem uma simples técnica terapêutica. Poderão
existir, tal como é do conhecimento geral, contra-indicações.
Possíveis
contra-indicações na Osteopatia
Há inumeras condições que requerem precauções especiais:
Artéria vertebrar na coluna cervical;Doença articular primária (ex:
artrite reumatóide, artrite infecciosa);Doença óssea metabólica (ex:
osteoporose);Doença óssea maligna primária ou metastática;Distúrbios
genéricos (ex: sindrome de Down), principalmente na coluna
cervical;Hipermobilidade nos segmentos envolvidos. Este caso deve ser,
sem dúvida alguma, evitado. Deve-se procurar restrição da mobilidade
localizada em outra área na presença de hipermobilidade. As
manipulações da coluna vertebral irão adequar-se sempre a estas regras.
A coluna
vertebral
A nível anatómico a coluna vertebral representa o sólido suporte para o
organismo humano, ao mesmo tempo que consegue ter uma notável mobilidade
não interfere com o seu papel protector dos elementos nervosos que
envolve. Fala-se, claro está, da medula espinal e das pequenas raízes.
No que concerne ao factor de se considerar um suporte sólido do
organismo humano esta capacidade advém da resistência dos elementos
constituintes da própria coluna vertebral - vértebras, discos e
ligamentos.
É de conhecimento geral que o organismo humano, numa idade inferior a
quarenta anos, gere a sua resistência a partir do córtex e do tecido
trabecular. Obviamente, que com o passar dos anos a situação inverte-se.
As lesões vertebrais comprimirão um nervo ou um capilar venoso e/ou
linfático que, por sua vez provocará uma diminuição da drenagem da
nutrição para as células nervosas e edemas tendo como efeito a
compressão ainda maior do nervo: dor, disfunção visceral e fibrose.
Lesões
Osteopáticas
Uma lesão osteopática vertebral pode desencadear:
- Lesão visceral;
- Angioespasmo;
- Baixa pressão venosa;
- Dilatação capilar;
- Aumento da permeabilidade capilar;
- Edema;
- Alteração do PH do nervo e da reacção do nervo (modificação da
condutibilidade nervosa).
Todos estes desencadeamentos de lesões poderão provocar dois tipos de
alterações: Motoras – hipertonia muscular, hipotonia muscular e
paralisia – e Sensitivas – hiperalgia, hipoestesia e anestesia.
Numa faixa etária mais avançada é normal as pessoas começarem a perder a
sua boa forma ao mesmo tempo que ficam mais expostas à contracção de
lesões. O paciente deve ser visto como um todo, sendo examinado na sua
postura, força e flexibilidade dos músculos, ligamentos e tendões, para
que o tratamento aplicado suavize e atenue os problemas detectados, ao
mesmo tempo que previna aqueles que possam vir a surgir.