O Palácio da Regaleira é o edifício principal da quinta mais
comummente conhecida por Quinta da Regaleira. É também conhecida
como "Palácio do Monteiro dos Milhões", alcunha do seu criador.O
palácio fica situado nas colinas do histórico centro da Vila de
Sintra, e está classificado pela UNESCO como Património da
Humanidade.Carvalho Monteiro, com a assistência do arquitecto
italiano Luigi Manini, desenhou esta quinta de 4 hectares com um
palácio, luxuosos jardins, lagos, grutas, e edifícios enigmáticos,
crendo-se que escondiam símbolos relacionados com a alquimia,
maçonaria, os cavaleiros templários, e rosacruz. A arquitectura da
quinta evoca estilos de arquitectura romanos, góticos,
renascentistas, e manuelinos.
"...sobranceiros a estes rochedos, surgem as varandinhas,
constituídas por curiosos socalcos, donde se pode disfrutar o
admirável espectáculo do bater do mar nas rochas, o farol do Cabo
Carvoeiro, as Berlengas e a vila de Peniche, em dias de atmosfera
límpida."
Sendo conhecida pelo seu sumptuoso Convento de Mafra, com um estilo
barroco que o torna um destino turístico na região de Lisboa, e
reminiscente do Convento El Escorial em Espanha, inspirou também o
Prémio Nobel da literatura portuguesa, José Saramago, na sua obra
"Memorial do Convento". Outros pontos de interesse ao pé da cidade
são a Tapada Nacional de Mafra, bem como a vida selvagem presente na
sua reserva.
A Ericeira é uma Freguesia do Concelho de Mafra, sita na costa oeste
portuguesa, a cerca de 35 quilómetros a norte de Lisboa. O seu nome
advém de "ouriceira", que deriva de "ouriço do mar".
"Em 1755, o grande terramoto de Lisboa destruiu uma grande porção da
vila. Em 1774, o Marquês de Pombal, primeiro ministro do rei D. José
I, tomou medidas de protecção relativamente ao vinho de Carcavelos,
e estabeleceu a Real Fábrica de Lanifícios na vila, que existiu até
ao século IXX . Durante a invasão francesa pelas tropas
napoleónicas. em 1807, a cidadela de Cascais foi ocupada pelos
franceses, com o General Junot a ficar durante algum tempo na vila."
"O Cabo da Roca é o cabo que forma o ponto mais a oeste do continente
europeu. Era referido pelos romanos como 'Promontorium Magnum', e
durante a época das descobertas como 'a Rocha de Lisboa'. O poeta
Luís de Camões descreveu o Cabo da Roca como o local "onde a terra
acaba e o mar começa". É comparável ao Cabo Finisterre (literalmente
"fim da terra") em Espanha, ao Cabo Finistère (literalmente "fim da
terra") em França, e ao Land's End (literalmente "fim da terra") no
Reino Unido."

"A vila já tinha sido referida no século XI pelo geógrafo árabe
Al-Bacr e mais tarde pelos poetas Luís Vaz de Camões e por Lorde
Byron (Childe Harold's Pilgrimage - 1809). Os mouros construiram o
castelo no século VIII ou IX. Quando D. Afonso Henriques, com a
ajuda dos cruzados reconquistou Sintra em 1147, uma grande parte do
castelo foi destruída, tendo ficado apenas quatro torres, as ameias,
e a capela de estilo romanesco. Em 1493, Cristóvão Colombo ao
navegar para Espanha, foi atirado para fora da sua rota por fortes
ventos, e temendo a sobrevivência da sua nau, avistou o Cabo da
Roca, e apesar do embaraço, decidiu mesmo procurar abrigo no porto
de Lisboa. Em 1507, Diogo Boitac construiu o mosteiro hieronimita da
Nossa Senhora da Pena na Peninha. Em 1527 o rei D. Manuel I entregou
a cargo de Nicolau Chanterene o trabalho do largo altar de mármore
alabastro da capela. Este retábulo é o seu mais exemplar trabalho.
Em 1808, foi o local da controversa Convenção de Sintra, que colocou
término à primeira invasão francesa em solo português."
"...localizado no sopé da serra, foi a residência dos regedores
mouros da região. No século XII, quando a vila foi conquistada por
D. Afonso Henriques, o rei tomou o palácio para sua residência. Uma
mistura de estilos gótico, manuelino, e mouro, são contudo resultado
das campanhas de reconstrução dos séculos XV e XVI."
"O Palácio de Monserrate é um palácio inserido no Parque de
Monserrate situado em São Martinho, Sintra, distrito de Lisboa,
Portugal. O palácio foi projectado pelo arquitecto James Knowles e
construído em 1858, por ordem de Sir Francis Cook, visconde de
Monserrate, enquanto a elaboração dos jardins foi entregue ao pintor
William Stockdale, ao botânico William Nevill, e a James Burt,
mestre jardineiro. É um exemplar sugestivo do Romantismo português,
ao lado de outros palácios na região, como o Palácio da Pena.
Durante a década de 1920, o palácio seria posto à venda, acabando
por ser adquirido pelo Estado em 1949. Nos jardins deste Palácio
podem ver-se vários exemplares botânicos. Actualmente encontra-se
classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1978."
"Situada em plena Serra de Sintra, o acesso faz-se através da
Estrada da Pena, que leva até ao Palácio Nacional da Pena. Este
monumento foi erguido no século XIV, mas ganha destaque um pouco
mais tarde, com o ermitão frei Pedro da Conceição. Apresenta uma
arquitectura de influência barroca, de que se destacam os
maravilhosos painéis de azulejos, que retratam cenas da vida da
Virgem. As visitas à ermida devem ser marcadas previamente, no
edifício do Turismo de Sintra."

"...o mosteiro e a mata circundante foram vendidos, em hasta
pública, a D. Fernando de Saxe-Coburgo Gotha, rei consorte de D.
Maria II (r.1834-1853).
Inicialmente, o rei pensou apenas em restaurar o velho cenóbio. Mais
tarde, muda de ideias e, por volta de 1840, encomenda ao Barão de
Eschwege, arquitecto militar da Renânia, que trabalhava em Portugal
como engenheiro de minas, um projecto para um "Palácio Novo".
Conservando os claustros, a capela quinhentista e alguns anexos,
Eschwege desenha um palácio com constantes referências
arquitectónicas de influência manuelina e mourisca. O resultado foi
descrito por Richard Strauss, aquando da sua visita a Sintra: "Hoje
é o dia mais feliz da minha vida. Conheço a Itália, a Sicília, a
Grécia e o Egipto e nunca vi nada que valha a Pena. É a coisa mais
bela que tenho visto. Este é o verdadeiro jardim de Klingsor - e, lá
no alto, está o castelo do Santo Graal".
Pontos notáveis do Parque da Pena
Horta dos Frades ou Jardim da Rainha
O nome deve-se ao facto de ser esta a localização da primitiva horta
dos frades que habitavam o mosteiro no século XVI. Actualmente toma
a designação de Jardim da Rainha, por se supor ter sido mais tarde
construído para a rainha D. Amélia.
Picadeiro
O picadeiro serviu para as lições de equitação dos príncipes, para
garraiadas e como local onde se guardavam os coches. À sua volta
existiam magníficas sequóias vindas da América do Norte, que o
ciclone de 1941 viria a destruir. Felizmente, foram poupadas as
magnólias que nos oferecem um espectáculo magnífico na época de
floração.
Alto de Santo António
O seu nome deve-se a uma capela circular que aí existia dedicada a
Santo António, pertencente ao antigo mosteiro jerónimo. No local foi
construído, segundo um projecto do pai de D. Fernando II, o Templo
das Colunas, miradouro, hoje envolvido pela densa vegetação do
parque e de onde se podia desfrutar uma das mais belas vistas sobre
o Palácio.
Gigante
No alto do aglomerado de rochedos encontra-se a estátua do Gigante,
assim chamada pela sua estatura, estando localizada no penedo da
Tapada do Ferreira, a cerca de 490 metros de altitude.
Cruz Alta
É o ponto mais alto da serra de Sintra, atingindo os 529 metros de
altitude. O seu nome deve-se a uma cruz que lá foi colocada no
século XVI, por ordem de D. João III. Esta cruz, em pedra e com uma
estrutura interna de ferro foi atingida várias vezes por relâmpagos,
acabando por ser destruída.
Alto de Santa Catarina
Este seria o miradouro preferido da rainha D. Amélia, mulher do rei
D. Carlos I. Por esse motivo, o banco que aqui se encontra talhado
na rocha granítica é chamado o "Banco da Rainha". Daqui é possível
avistar o Palácio e a copa das árvores. As espécies que enquadram
este miradouro são, na sua maioria, carvalhos (carvalho-negral),
parte importante da floresta primitiva da serra.
Gruta do Monge
Ainda no tempo do mosteiro, este foi um dos locais utilizados pelos
frades Jerónimos como local de meditação e recolhimento.
Feteira da Rainha
A este vale terá sido dado o nome de Feteira da Rainha em homenagem
à rainha D. Amélia. A feteira é constituída por uma colecção de
fetos, alguns originários da Austrália e da Nova Zelândia, a que se
juntaram castanheiros autóctones, faias e carvalhos que coexistem
com os rododendros asiáticos, camélias e bordos do Japão, bem como
uma túia gigante, oriunda da América do Norte.
Fonte dos Passarinhos
Pavilhão erigido em 1853, inspirado na cultura árabe. De base
octogonal, encimado por uma cúpula esférica, apresenta uma inscrição
em árabe, na qual se alude à grandiosidade da obra de D. Fernando,
comparando-a à de D. Manuel I. Os azulejos e diversos elementos
decorativos neo-mouriscos, pontuam o parque de elementos exóticos e
orientalizantes, próprios da gramática decorativa do Romantismo.
Tanque dos Frades
Localizado no topo do Jardim das Camélias, é um dos raros vestígios
do tempo dos frades. O Jardim das Camélias, que oferece um
espectáculo de formas, de cor e de texturas na época de floração,
consiste numa extraordinária colecção de diferentes variedades desta
espécie e é, também, um dos poucos jardins formais de todo o Parque.
Vale dos Lagos
Aproveitando as linhas de água de todo o Parque que confluem para
este vale, criaram-se aqui cinco lagos, rodeados por fetos arbóreos
e árvores de grande porte. Destacam-se o Lago de São Martinho, com
uma pateira em forma de torre medieval, e o Lago do Pesqueiro, onde
se conta que o rei D. Carlos pescava carpas.
O Convento dos Capuchos foi mandado construir em 1560 por D. Álvaro
de Castro, conselheiro de Estado de D. Sebastião (r.1568-1577) e
vedor da Fazenda, em resultado do cumprimento de um voto de seu pai,
D. João de Castro, quarto vice-rei da Índia.
A dimensão reduzida das celas e do dormitório, revestidos a cortiça,
e a capela cuja abóbada se forma na própria rocha, levaram William
Beckford, a escrever sobre o convento, que visitou em 1787,
"...seguimos durante várias milhas um atalho estreito sobre uma
colina selvagem e deserta que nos levou ao Convento dos Capuchos,
que à primeira vista corresponde à imagem que se tem da morada de
Robinson Crusoé" (William Beckford e Portugal. A viagem de uma
paixão. Catálogo de Exposição. Palácio Nacional de Queluz, 1987, p.
159).

"No século XVI, D. Manuel I mandou construir o convento de madeira
para a Ordem de São Jerónimo, substituindo-o ligeiramente mais tarde
por um de cantaria para 18 monges. No século XVIII, um raio destruiu
parte da torre, capela e sacristia. Isto ocorreu pouco antes do
fatídico terramoto de 1755, que deixou o convento em plena ruína. O
Terramoto de 1755 devastou Lisboa e os arredores e o mosteiro ou
Convento da Pena caiu em ruínas. Apenas a Capela, na zona do
altar-mor, com o magnífico retábulo em mármore e alabastro atribuído
a Nicolau de Chanterenne, permaneceu intacta.As ruínas, no topo
escarpado da Serra de Sintra, maravilharam o jovem príncipe D.
Fernando. Em 1838, decidiu adquirir o velho convento, a cerca
envolvente, o Castelo dos Mouros e quintas e matas circundantes.
Logo se tornaria um «alto-lugar» do romantismo europeu. O monumento
atual foi mandado edificar por D. Fernando de Saxe Coburgo-Gotha,
casado com a Rainha Maria II em 1836."
"Quase todo o Palácio assenta em enormes rochedos, e a mistura de
estilos que ostenta (neo-gótico, neo-manuelino, neo-islâmico,
neo-renascentista, com outras sugestões artísticas como a indiana) é
verdadeiramente intencional, na medida em que a mentalidade
romântica do século XIX dedicava um fascínio invulgar ao exotismo."

A "Quando da Invasão muçulmana da Península Ibérica, a partir do
século VIII, a região de Sintra foi ocupada, tendo a sua povoação
recebido o nome de as-Shantara. Os estudiosos são acordes em afirmar
que foram eles os responsáveis pela primitiva fortificação da
penedia, entre o século VIII e o IX, com a finalidade de controlar
estrategicamente as vias terrestres que ligavam Sintra a Mafra,
Cascais e Lisboa."
"O destino de Sintra manteve-se aliado ao de Lisboa, que viria a ser
reconquistada pelas forças de Afonso VI, para voltar ao domínio
muçulmano em 1095, até cair definitivamente, diante das forças de D.
Afonso Henriques (1112-1185) em 1147. Visando o seu repovoamento e
defesa, o soberano outorgou Carta de Foral a Sintra em 1154, quando
terá determinado reparos nas suas defesas, dotando-a de uma Igreja
(Igreja de São Pedro de Canaferrim)." "Posteriormente, diversos
soberanos portugueses elegeram Sintra para sua estadia, demorando-se
no Paço Régio, construído para esse fim e sucessivamente ampliado e
melhorado ao longo dos séculos (Palácio Nacional de Sintra), tendo a
povoação se desenvolvido em torno deste novo núcleo. O castelo
manteve-se, por essa razão em segundo plano, entrando em decadência,
principalmente após o século XV, face à expulsão dos judeus do país,
então os seus únicos habitantes. No século XVI encontrava-se
desabitado. A queda de um raio causou-lhe danos à Torre de Menagem
(1636), danos grandemente aumentados pelo terramoto de 1755.".
Lisboa estava sob domínio romano desde 205 AC; Júlio César
considera-a município romano (uma honra para os povos não itálicos)
e atribui-lhe o nome de Felicitas Julia. Governada por uma série de
tribos germânicas desde o século V, foi capturada pelos mouros no
século VIII. Em 1147, os cruzados sob ordens de D. Afonso Henriques
reconquistam a cidade para os cristãos, e desde então tem sido o
centro político, económico, e cultural de Portugal. Diferentemente
de outras capitais mundiais, o status de capital de Portugal nunca
foi conferido ou confirmado oficialmente, estatutado de forma
escrita. A sua posição foi assim formada através da convenção
constitucional, marcando assim a sua posição de facto como capital
na Constituição Portuguesa.